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russomanias

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A arrebatadora felicidade de ser português

Por vezes dou comigo a pensar sobre o que é isso de ser português, isto é, que vantagens temos em viver para aqui neste canto onde tudo se sabe e nada se passa. Claro que as vantagens são muitas, já o foram noutros tempos e também o são agora. Se não, vejamos: imaginemos que o Putin, aquele manda-chuva lá no cú da Europa fria, se lembra de vir por aí abaixo aos tiros de canhão contra a metediça da Senhora Merkel, o paspalhote do François Holande e os seus ibéricos apoiantes. Como estes dois safardólas fazem quase sempre tudo o que mandam os chefões lá dos "States", como aconteceu no caso da Ucrânia, a coisa até que nem é assim tão despicienda de que um dia possa acontecer. Ora, num caso destes, nós portugueses tinhamos mais que tempo de nos pirarmos sossegadamente para o mar na frota mandada preparar preventivamente pelo nosso sempre leal e eloquente marinheiro, desculpem, presidente Cavaco, e os tiros dos tanques russos (olé!...), passavam-nos de certeza, sem perigo algum, bem acima das orelhas, o que é claramente uma vantagem. Vantagem também é sermos, como disse ainda hoje o conhecidíssimo comissionista e feirante, desculpem, vice-primeiro ministro Paulo Portas, um povo calmo e sereno, pois como nos contentamos com um bom Fadinho corrido, uns bons insultos num jogo de Futebol e uma escaldante caminhada a pé a Fátima (FFF), isso é muito bom para acalmar e dar garantias aos "investidores", que podem vir assim cá sacar o deles à vontade que o nosso  tem mais com que se preocupar e nunca vai carpir nem mugir, nem que a vaca tussa, o que é claramente mais uma lusitana... vantagem.

 

Claro que sempre poderemos esgrimir com outras tantas desvantagens, como aquela de o povo português ser um tanto ou quanto "chico-esperto", mas isso nada há a fazer, pois isto está-nos no sangue, nasce connosco, aprendemos com os nossos "líderes", como foram os casos de um nosso primeiro-ministro vir dizer para a TV que se tinha "esquecido" de pagar à Segurança Social, coisa que os dez milhões de portugueses sabem logo mal nascem que é obrigatório. Também temos o caso daquele outro intrépido e exemplar ministro, o dos assuntos parlamentares, que mal pôs os cotos na Universidade mas, a troco certamente de uns bons maços de "papel" timbrado ou então de uns esforçados salamaleques numa daquelas fantasmagóricas sessões para esconjurar os mal cheirosos e inferiores "profanos", lá conseguiu sacar o título e bradar bem alto numa de Dr.

 

Perante estes "prós" e estes "contra", haverá mais vantagens ou desvantagens em ser português? A pergunta é honestíssima, e eu, como sempre, também vou ser honesto com vocês. Só vejo vantagens neste momento em ser português, ainda mais agora que o futuro primeiro ministro de Portugal, António Costa, no seguimento do que já aconteceu com os dois anteriores, Passos Coelho e José Sócrates, nos assegura a todos, de joelhos e a pé juntos, que vai cumprir religiosamente todas as "promessas" eleitorais, nomeadamente que, mal chegue ao poleiro, vai repor todos os "feriados" que o Passos e o Portas abafaram, inesperada e muito proveitosa vantagem que me vai permitir dedicar mais algum tempo a este meu "blog" que tanto vos enfadonha... meus queridos e leais amigos!...