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russomanias

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A nossa querida elite e... os bárbaros!...

Não me vou perder aqui a analizar quem tem mais ou menos razão nessa poderosíssima celeuma que as TV's têm levantado em volta do hipotético ataque do Governo ao chamado ensino privado, já que por todo o lado se encontra bem demonstrado que o que o Governo efectivamente pretende é reduzir custos naquelas situações em que haja duplicidade, na mesma área geográfica, de escolas públicas e escolas privadas subsidiadas pelo Estado, e só nessas situações. A autêntica barafunda a que temos assistido do pseudo levantamento de algumas escolas privadas supostamente em defesa da "liberdade de ensino", isso sim é que já merece ser considerado. Ora, se é verdade que cada qual deve poder colocar os seus filhos na escola que muito bem entender, seja ela pública ou privada, também é verdade que o Estado não tem que subsidiar a escola privada quando mesmo ao lado, porta com porta, exista uma escola pública a funcionar. Agora, se alguns dos membros da nossa elite fazem mesmo questão que os seus filhinhos e filhas, mesmo assim, frequentem a escola privada, tudo bem, para isso existe a chamada "liberdade de ensino"... mas que paguem essa "liberdade" do seu bolso!... não queiram que os bárbaros do costume assumam mais essa soberba veleidade.

 

E não nos venham agora com essas cem mil cartas para cima da mesa para nos fazerem relembrar que o dinheiro do Estado, de todos nós, não pode ser só para benefício de uns quantos já de si favorecidos, pois ninguém se lembra de ver a nossa querida elite, com batinas e véus à mistura, enviar cem mil cartas quando trezentas mil pessoas foram obrigadas a emigrar a mando de Passos Coelho, nem ninguém viu essas cem mil cartas quando o governo de Passos e Portas foi ao bolso de mais de um milhão de reformados. E vem agora esta nossa querida elite com essa cantilena dos intocáveis "direitos adquiridos", mas não se lembrou deles quando colocou milhares de professores da escola pública no desemprego, nem quando o Estado se marimbou para os direitos adquiridos dos reformados. É que, pelos vistos, para a nossa queridíssima elite, os seus são filhos de Deus... os restantes são bárbaros!...