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russomanias

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Políticos anões

A cada dia que passa vêm cada vez mais ao de cima os verdadeiros contornos da atmosfera que rodeou as negociações do governo grego com os seus parceiros europeus. Que a Alemanha e os restantes países do norte da Europa não iriam facilitar em nada a vida dos gregos, era já previsível e nada tinha de admirar. Mas o que agora se sabe, cada vez com mais clareza, é que foram os restantes países sob resgate que mais ferraram nas canelas dos gregos, não sendo novidade nenhuma que o governo de Portugal foi talvez daqueles que mais vociferou e ladrou contra as tentativas da Grécia de chegar a um possível e aceitável acordo com os credores que não colocasse irremediavelmente em causa a sobrevivência económica e social daquele país. Pelos vistos, a Alemanha nem precisou de falar muito... os seus cães de fila, sustentados e premiados com presentes e futuros cadeirões nos luxuosos gabinetes comunitários, eles próprios se encarregaram de fazer a acusação e ditar a sentença, sempre sob o olhar atento de Heil, desculpem.... Herr Schäuble!...

 

Pedro Passos Coelho, o sapientíssimo primeiro ministro de Portugal, não se coibiu até de vir agora dizer que foi ele próprio quem encontrou a solução para resolver o problema da Grécia, ele que em Portugal, quando sair, deixará atrás de sí um enorme rasto de desemprego, emigração forçada, fome e miséria. Estes anões da política, vendidos descaradamente aos grandes interesses financeiros e à Alemanha da Sr.ª Merkel, não têm vergonha nenhuma do papel miserável que têm assumido na destruição do ideal europeu de unidade e solidariedade entre os povos, desígnios que permitiram e possibilitaram 70 anos de paz efectiva no velho continente.

 

Ao espírito que levou à constituição inicial da Comunidade Europeia, os políticos anões que se apossaram dos seus principais orgãos contrapõem agora o seu mais selvático egoismo, individualismo, servilismo e burocratismo