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russomanias

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Arroz de pato... com chouriço!...

Não sei se a algum ou alguma de vós já aconteceu, mas a mim já. Como bom apreciador de arroz, doença que herdei de meu falecido pai, que comia com toda a facilidade arroz todos os dias, sem nunca enjoar, um bom prato de arroz de pato é coisa capaz de me obrigar a fazer arriscada inversão de marcha e meter por quelhas e travessas até me alapar à volta de uma mesa para saborear o bicho, bem esfiapado, numa generosa travessa de arroz fofo e alourado. Até aqui tudo nos conformes, mas já não assim tão bem quando nos acomodamos num restaurante com a família para atacar a saborosa ave e, espantados, que nos colocam em cima da mesa?... uma fantasmagórica travessa de arroz dito de pato, encimada com rodelas de chouriço ressequido até dizer basta mas, do tal de pato... nem vê-lo!... isso a mim já me aconteceu, e só tive que colocar o tal restaurante no "index" dos alvos a abater com um alargado bota-abaixo pelos amigos, maldade minha que nem foi sequer necessária já que, passados uns meses, o caprichoso restaurante foi-se abaixo das perninhas e fechou portas.

 

Vem esta picardia do arroz de pato a propósito da última sondagem da Universidade Católica, que dá a coligação PSD/CDS à frente do PS nas intenções de voto para as legislativas, sondagem que para mim vale tanto como um chourico, mas que trás contudo para cima da mesa uma realidade bem conhecida da política portuguesa: é que o PS tem-nos andado a impingir demasiado arroz de pato falsificado, isto é, só com chouriço e, como é de compreender, o pessoal não tem gostado do sucedâneo e propõe-se abandonar a mesa para ir comer a saborosa ave, e o dito arroz, a outras paragens. Mas significará isto que o verdadeiro e saboroso arroz de pato, o tal bem português, estará neste momento a ser servido pela coligação PSD/CDS?... quanto a mim o que o PSD/ CDS têm juntado ao arroz não passa de frango do aviário, que pode ser parecido com pato... mas não é a mesma coisa!...

 

Esperemos, pois, que o Zé Pacóvio, que por vezes se entretem com algumas coisas que lhe impingem, sem interesse, mas contudo nem sempre gosta que o tratem abertamente como burro, dê rapidamente conta da ultrajante e pecaminosa aldrabice e, com toda a determinação e a tempo, exija para o país aquela excelência gastronómica bem portuguesa que é um saboroso e bem apresentado arroz de pato como deve ser, isto é... com pato!...