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russomanias

russomanias

Crescei aqui e... multiplicai-vos por esse mundo fóra!...

Há dias que vimos ouvindo com toda a pompa e circunstância que isto agora é que vai, isto agora é que está bom, que Portugal está no bom caminho, o emprego está a crescer, a confiança dos investidores está a aumentar, nunca estivemos tão bem, as exportações estão no auge, que o governo salvou Portugal, que a Segurança Social agora é que está a dar dinheirinho, os cofres do Fisco estão a abarrotar, até já estamos a pagar a dívida adiantados, vejam lá!... Para quem não viva em Portugal e dê cá uma saltada este ambiente pode até muito bem inculcar no ouvido dos mais distraídos e incautos que na verdade assim é, principalmente se essa visita se resumir a uma saltadinha às lojas de artigos de luxo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, ou então dê de caras com uma das muitas comitivas governamentais que em majestosos, possantes e luxuosos carrões deambulam diariamente pela capital.

 

Mas se assentarmos bem os pés na terra e fizermos duas ou três perguntas a nós mesmos, certamente que o panorama não é assim tão glorioso, como vem pintando o governo e os seus delegados em certos orgãos de comunicação. Assim, por que motivo continuam os portugueses a emigrar em massa para o estrangeiro? Que razões tiveram mais de 200.000 portugueses para abandonar o país no espaço de 5 anos? E como se explica que, só no ano de 2014, mais de 85.000 pessoas tivessem virado as costas ao país que os viu nascer? Se estamos assim tão bem, tão confiantes relativamente ao futuro próximo, com tantos novos empregos, por que razão os portugueses continuam a bater com a porta na cara dos actuais governantes e vão procurar trabalho e melhores condições de vida para outras paragens?

 

Não precisam de responder já. Deitem-se, relaxem e... amanhã terão certamente esquematizada uma boa conclusão!...