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russomanias

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E a montanha pariu... três mansos!...

Uns andavam todos assustados com as "sondagens" e outros empolgados com a maré socialista que, agora sim, contrariando o passado, iria colocar o país nos carretos e acabar com a degradante austeridade. É claro que os mais avisados bem sabiam das tramoias que os parceiros do governo andavam montando, não sendo necessário ir muito longe para levantar o véu do bem guardado e santificado "milagre" que iria inapelavelmente acontecer, bastando para isso ouvir atentamente o desbragado Alberto João Jardim que, muito antes das eleições e palavra menos palavra, despejou assim... " está tudo montado, a comunicação social está toda ao lado deles, e eles vão ganhar outra vez, vocês vão ver!" Ora, Alberto João pode de vez em quando mandar umas labercas fora do penico, mas sabe muito bem o que diz e não é "palhaço", soube é fazer de nós e dos madeirenses palhaços durante muitos anos. 

 

É pois bem claro que para ontem à noite o "espectáculo" estava já bem oleado e montado, terminando numa portentosa "vitória" dos partidos do governo que, os dois bem somados e em conjunto e tendo em conta as eleições de 2011... PERDERAM (sem contar ainda a emigração) 819.355 votos e 25 deputados, perdendo por conseguinte também a maioria absoluta! O Partido Socialista de António Costa subiu ligeiramente tendo em conta as eleições de 2011, mas foi tão "poucochinho" (António Costa) que é possível desde já dizer que António José Seguro teria feito bem melhor. Mas então porque raio de obra o Partido Socialista não foi tido em conta pelos eleitores na hora de condenar as duras políticas de austeridade do PSD e do CDS? Pelas minhas diárias"sondagens" às bocas do povo o que se passou foi isto: os eleitores chegaram à conclusão que entre PSD, CDS e PS as diferenças são muito "poucochinhas" (António Costa) e, à cautela, entre o mal que já conheciam e o mal que estava para vir, optaram por apostar no primeiro mas obrigando a um entendimento com o segundo.

 

E para tentar provar que tudo poderá ter sucedido assim estão as próprias declarações de Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa na própria noite eleitoral, em que aparentemente a "guerra" entre eles acabou e só faltou mesmo roçarem alegremente os três as cabecinhas entre eles, como três gatinhos que de vez em quando se pegam, mas que no fundo os três se toleram e estão disponíveis para novas e felizes aventuras. No fundo, e toda a gente o pôde constatar, na noite eleitoral de ontem a montanha pariu três "mansos". Mas a dura realidade é que Passos Coelho e Paulo Portas, já sem a maioria de deputados, a partir de agora precisam de António Costa para alinhavar e aprovar os muitos "cozinhados" a que se comprometeram com Bruxelas, e António Costa, por seu lado, vai ter que provar a todos que é mesmo, como não se cansou de dizer, um homem de "palavra" e que não vai alinhar em políticas de austeridade que condenou abertamente durante toda a campanha eleitoral, o que vai ser mais que díficil concretizar com um país inteiro a ver e a julgá-lo.