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russomanias

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Eles adoram-nos!...

Quem ande minimamente atento deve ter reparado que ultimamente não se fala noutra coisa na campanha eleitoral a não ser na Segurança Social. Os problemas que o país atravessa são muitos, nomeadamente a fragilidade da economia, o elevado desemprego, mais de dois milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, a fuga em massa dos jovens, a acelarada desertificação do interior do país, entre muitos outros. A imensidão dos problemas que Portugal atravessa são de mais que clara necessidade de tratamento urgente, mas a maior parte deles só são abordados ao de leve ou passam mesmo completamente ao lado nas propostas dos partidos do governo e mesmo do próprio Partido Socialista. Assunto que não é contudo deixado para trás por nenhum deles é o da Segurança Social, pois todos os dias algum dos "canários" do chamado "arco do poder" trás a problemática à tona e acusa o outro de querer a sua destruição. Mas porquê?...

 

Será que todos eles, o PSD, o CDS e o PS, estão mesmo preocupados com a "sustentabilidade", como eles dizem, da Segurança Social? Quando vemos alguns deles a acusar os outros de fazerem perigar as reformas dos futuros pensionistas, será que a sua preocupação é mesmo com aqueles que no futuro esperam receber a sua reforma na base daquilo que descontaram? O PSD e o CDS, durante o seu governo, cortaram já milhões nas pensões dos reformados e utilizaram esse dinheiro para, dizem eles, "emprestar"... aos pobres dos Bancos. Preparam-se agora, segundo o que enviaram para Bruxelas, para cortar mais 600 milhões de euros. O PS de António Costa diz que, se ganhar, tem já as contas feitas e que vai "sacar" mais 1050 milhões de euros à Segurança Social no decorrer da próxima legislatura (4 anos). Aqui chegados, dá finalmente para assentar e perceber porque falam assim tanto Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa todos os dias da Segurança Social. Os três estão extasiados, maravilhados e fascinados com os milhares de milhões de euros que por lá correm e não veem a hora de lhes poderem estender rapidamente o saco... para os entregarem, de mão beijada, aos bancos e ao capital financeiro privado. Sintomático é que o nada ambicioso Marco António Costa, do PSD, tenha sido precisamente o Secretário de Estado do "pote", desculpem, da Segurança Social, antes de se ter virado para a grande tarefa de salvar o partido da derrota nas próximas eleições.

 

Como podem ver, eles não têm nada de pessoal contra os portugueses, pelo contrário... eles adoram-nos!...