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russomanias

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Elitistas, eleitoralistas e despesistas

Nuno Crato, revolucionário Ministro da Educação do austero governo presidido por Passos Coelho, veio agora dar mais um passo no sentido de demonstrar até que ponto vai sempre uma grande distância entre aquilo que diz e o que, por outro lado, continuadamente faz. Depois de andar quatro anos a fechar escolas de norte a sul do país, sempre com o argumento da necessidade de rentabilizar meios e instalações com vista à melhoria do ensino, contribuindo assim para uma maior desertificação do país, um maior esforço físico e económico por parte de pais e alunos e um aumento desenfreado do desemprego no seio da classe dos professores, fez agora anunciar, antes da mais que provável saída definitiva do Ministério que destruiu, desculpem, a que presidiu, que em 2016 o Estado (todos nós...) vai despender mais 53 milhões de euros com as escolas privadas.

 

Ora, inicialmente o Estado financiava determinadas escolas privadas com o argumento de que perto dos alunos não existiam escolas públicas, evitando-se assim grandes deslocações por parte destes. Agora, com a nova lei aprovada já nesta legislatura de maioria PSD/CDS, o Estado passa a financiar as escolas privadas "como um meio de alargamento da liberdade de escolha por parte dos pais", pelo que se passou para a sintomática situação de a poucas dezenas de metros de uma escola pública funcionar igualmente uma escola privada financiada pelo Estado, situação que se repete em inúmeros casos pelo país fóra. Assim, os nossos exclusivos paisinhos elitistas do PSD e do CDS (e também alguns do PS?...) podem agora optar por uma escola privada para os seus ricos filhinhos mesmo que pegado à sua própria casa funcione uma escola pública, tudo isto na maior das calmas porque quem paga somos todos nós. 

 

Para o PSD/CDS, quando se trata de aplicar austeridade o alvo são os desempregados, os reformados e os funcionários públicos. Na hora de alargar os cordões à bolsa e desbaratinar à grande para tentar ganhar eleições... olham para o seu umbigo e o dos seus filhinhos.

 

Põe-te fino Zé!...