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russomanias

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O cavalo da Europa

Certamente que a maioria de nós se lembrará de ter lido ou visto filme sobre aquele famoso mito grego do "Cavalo de Troia", que mais não era que um gigantesco cavalo de madeira que os gregos deixaram às portas da cidade de Troia, dando a entender que se iam embora de vez após terem tentado, sem êxito, tomar a cidade de assalto, mas que deixavam, contudo, uma lembrança ou presente para os habitantes da cidade sitiada. Recolhido o estranho achado para o interior da cidade, alguns guerreiros gregos, bem escondidos entretanto no seu interior, no decorrer da noite escancararam os portões da cidade adormecida e os exércitos gregos tomaram-na completa e impiedosamente de assalto. Mitologia ou não, a verdade é que os antigos gregos foram o berço cultural e ideológico da Europa moderna e da civilização ocidental e deram já inúmeras provas, no decorrer da história, de que não brincam em serviço no que respeita a defender o seu espaço e as suas posições.

 

Ora a Europa dos dias de hoje, pelas mãos interesseiras e gananciosas da conservadora Alemanha, persiste na senda de encostar a Grécia às cordas da monstruosa austeridade que friamente lhe impôs, qual filho que tenta esganar e matar pela força a sua própria mãe. Mas os gregos disseram hoje mais uma vez à Europa que não vão aceitar as mesmas imposições outrora aceites pelos anteriores vacilantes e coniventes comandantes do seu exército, por se tratar de uma posição "absurda e inaceitável". A Europa interesseira, insensata e cínica chutou de novo a bola para o lado dos irrequietos helénicos, na esperança que estes abandonem de vez o campo de batalha e se submetam às suas draconianas e imperiais imposições. A história dá-nos contudo outras grandes lições. Os gregos vão certamente socorrer-se da sua grande experiência no campo de batalha, vão previsivelmente convocar de novo os seus destemidos "300 espartanos" da estarrecedora Batalha das Termópilas e responder à altura a esta nova crise... defendendo a estratégica passagem até ao fim!...

 

Resistirá a Europa, como a conhecemos, a este novo "Cavalo de Troia" que os gregos se preparam para deixar às suas portas... enquanto fingem e controlam a retirada?...