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russomanias

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Os nossos alegres videirinhos

Quase de certeza que a qualquer um de nós já nos passou pela frente um daqueles fulano ou fulana todos "bon vivant" e de bem com a vida, que até mais parece que nós é que somos uns lorpas e eles, sim, é que estão certos e caminham no sentido em que verdadeiramente roda o mundo. Mais tarde ficamos a saber, embora já desconfiassemos, que a vidinha que eles levam não encaixa nem por nada na do comum dos cidadãos, que para eles compromissos e obrigações não existem, os amigos são geralmente descartáveis e para serem manobrados em seu proveito nas melhores ocasiões. Bem falantes e irradiando o seu charme por tudo quanto é escadaria apalaçada, criticam aqueles que levam uma viva simples mas honesta, atribuindo as críticas que por vezes ouvem à mais pura e refinada invejidade e ao desconhecimento dos mais elementares rudimentos de como "subir rapidamente na vida". Um dia abrimos as folhas de um jornal qualquer e tomamos conhecimento que um desses fulano ou fulana foi preso ou presa por estar enfarinhado até ao pescoço em várias situações de descarados "golpes de baú" ou então em outras jogadas ciminalmente censuráveis.

 

Ultimamente em Portugal temos tomado conhecimento de uma série de "vidas" de gente "graúda" e bem colocada, refinada e muito bem nutrida, respeitada e bajulada e muito mas muito bem paga, que admiravelmente padecem daqueles mesmos comportamentos acima já explicados, com uma nuance: sofrem de uma congénita "amnésia" que a todos faz ter pena senão até compaixão. Estou-me a lembrar daquele Senhor Banqueiro, a simpatia e a amabilidade em pessoa, que quando era grande dava emprego aos "boys" de Portugal e, perante os deputados que o questionavam sobre a derrocada do seu Banco e o desvio de centenas de milhões, disse muito simplesmente que... "não se lembrava de nada". E também não se lembrou de nada aquele ultra-medalhado e agraciado gestor da PT quando os deputados lhe perguntaram quem deu ordem para colocar o "bolo" inteiro da "massa" no BES e a troco de quê. Como se isto não bastasse, veio agora um conhecidíssimo político de topo deste país dizer que "não sabia" que quando trabalhou como empresário em nome individual teria que ter descontado para a Segurança Social. Se todos os Portugueses sabiam, como é que que ele, que até já tinha sido deputado e votava Leis... "não sabia"?...

 

Mas que ricas "vidas", hein?...