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russomanias

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Quando queremos... podemos!...

Quando se aproximam as eleições legislativas em Portugal, é interessante sabermos o que se vai passando lá por fóra quanto à disposição dos eleitores relativamente às políticas de dura austeridade impostas aos elos mais fracos da economia europeia, nomeadamente aos países do sul da Europa, em que Portugal, logo a seguir à Grécia, tem sido tratado como o pião das nicas da arrogante e insensata Sr.ª Merkel. Por conseguinte, revestem-se da maior importância os resultados das eleições autárquicas e autonómicas da nossa vizinha Espanha, não só para a assolada população do nosso irmão ibérico, mas igualmente para o próprio desenvolvimento político futuro em Portugal. É que, cá como lá, temos sido governados por dois grupos partidários com idênticas posturas relativamente aos ditames da dita Europa rica, ou do norte, nomeadamente o PSD/CDS e o PS, em Portugal e o PP e PSOE, em Espanha.

 

E o que nos dizem, pelo menos para já, os resultados das eleições em Espanha do passado domingo? Traduzido em números, o PP perdeu, relativamente às eleições de 2011, cerca de 2 milhões de votos, perdendo igualmente a maioria absoluta em numerosas autarquias e a Câmara de Madrid por uma unha negra que não passou para o novo partido Podemos. O PSOE, por seu lado, perdeu cerca de 700 mil votos e deixou de ser a segunda força política mais importante de Espanha. Isto é, o povo espanhol penalizou claramente a política de dura austeridade seguida por Mariano Rajoy, do PP, tendo igualmente cilindrado o PSOE, partido que tem feito parte do chamado "arco do poder" que tem mergulhado a Espanha em sucessivos escândalos políticos e financeiros.

 

Por conseguinte, que lição devem tirar os portugueses das eleições em Espanha? Entre outras, a de que... quando queremos podemos!...