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russomanias

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Romeu e Julieta

Marcelo Rebelo de Sousa é aquele coração bom e nobre despegado de todo e qualquer interesse mesquinho relativamente ao todo poderoso e omnipotente poder do Estado. A sua candidatura a Presidente da República não visa satisfazer o seu ego pessoal, antes, e nas suas próprias palavras, é uma forma de devolver tudo aquilo que do Estado recebeu, e que não foi assim tão pouco. Sim, porque o que efectivamente recebeu vem já de antes da instauração da própria democracia, dos tempos em que o seu saudoso pai militava nas hostes, e foi até ministro, do conversador e também professor de Direito Marcelo Caetano, o famoso padrinho que tanto o inspirou e de quem recebeu carinhosamente o primeiro nome, para além de o ter fortemente sujestionado com as tão convincentes e televisivas "Conversas em Família", precursoras dos já mais recentes "shows" domingueiros do Professor Marcelo, que tanto poderiam versar alta política, como futebol, livros, vinhos e até doçarias. Marcelo Rebelo de Sousa não se candidata, pois, para gozar o poder em si, para servir o seu Partido (PSD) e a sua concepção de sociedade elitista em que uns poucos dominam e a quem a maioria "religiosamente" se submete, não!... Marcelo Rebelo de Sousa candidata-se a Presidente da República por um inflamado"amor" a Portugal!

 

Maria de Belém, por seu lado, é aquele tipo de mulher que transmite de imediato aquela imagem de compromisso e dedicação em tudo quanto faz e diz, não tendo por conseguinte aceitado que o PS, o seu partido do coração, não tenha nela reconhecido a grande inspiração que falta aos restantes putativos candidatos das "esquerdas", já que ela, como diz, se posiciona mais à "direita" e não veja motivos de reprovação nas inúmeras piscadelas de olho que tem feito às hostes do PSD, partido que considera como irmão e que não merece nada o tratamento de indiferença que lhe tem dado o demasiado conciliador com as "esquerdasAntónio Costa. A sua candidatura a Presidente da República, por conseguinte, nada tem de inadequada e inconsequente já que, como na candidatura de Marcelo, o que a faz mover é o seu desmesurado "amor" à por si sempre acarinhada "causa pública", extasiante "amor" não de agora, mas já desde os seus vinte e dois anos, altura em que, pela primeira vez, se sentou num cadeirão bem próximo do inebriante e apelativo "poder". É claro que ela bem sabe que vozes vingativas e invejosas não se têm fartado de propalar que as suas "ligações perigosas" aos "senhores do capital" não credibilizam em nada a sua candidatura, mas o que também sabe é que não se pode confundir a sua desinteressada e, além do mais, fugaz "colaboração" nos interesses da poderosa família Espírito Santo com o seu infindável e profundo "amor" aos "negócios" do nobre e sempre cativante Estado.