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russomanias

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Sagrada Família

Não deve ser mesmo nada fácil conviver numa casa com vinte e oito membros. Numa com somente quatro, cinco ou seis a confusão já deverá ser bastante avassaladora. Uns quererão deitar cedo e outros gostarão de se deitar tarde. Uns gostarão de arroz com ervilhas e outros preferirão só batatas. Alguns gostarão de ler e outros de ouvir música. Uns serão homens e outros mulheres, uns já serão idosos e outros ainda jovens. Enfim, numa casa com uma população numerosa a alegria e a diversidade deverão ser inversamente proporcionais à inevitável confusão. Uns porque se acham com mais direitos que outros, outros ainda, prevalecendo-se da antiguidade ou da dimensão, sempre tentarão deitar a mão ao melhor da festa ou então posicionar-se nos melhores lugares da "pole position" para abocanhar a tranche. É claro que o pretensamente religioso pessoal cá da elite pode muito bem dizer que esta é uma forma um tanto selvática de ver as pessoas e as coisas, mas o bem informado Charles Darwin é que sabia bem explicar o fenómeno, se bem que o tivessem só confinado ao mundo puramente animal, coitado.

 

Não me venham pois pacatamente dizer agora que os pequenos não andam cá neste mundo para serem "comidos" pelos grandes e que estes grandes, assim como a interesseira Inglaterra e a oportunista Alemanha, não fazem tudo o que lhes apetece e traz proveito na Comunidade Europeia e ainda se dão desavergonhadamente ao luxo de engordarem em tempos de "crise" à conta de espremer e sugar o sangue da Grécia, Portugal, Irlanda e outros "bárbaros" do sul da Europa. Senão vejamos, não bastou à Inglaterra ameçar que iria abandonar o "barco" para logo os restantes residentes da embarcação lhe alçarem o trazeiro e gritarem... "enfia para aí onde quizeres"?  E o que tem acontecido à Grécia e a Portugal enquanto peixe "miúdo" em hora de aflição?... tratados como mendigos e abaixo de cão!...

 

Foi a esta "Sagrada Família" que nos foi dada a honra de pertencer?...