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russomanias

russomanias

Sonho de uma noite de inverno

Era uma situação digna de se ver toda aquela gente apressada mas feliz. Estávamos em Janeiro de 2015. Os pais levavam à escola os filhos pelas mãos, e os miúdos e miúdas lá iam saltitantes em direcção à entrada, confiantes, saudáveis, bem alimentados e radiantes. Crianças com fome é assunto vergonhoso erradicado há já muitos anos. Os pais, esses, de imediato corriam para os seus empregos, pois trabalho é coisa que nunca falta neste país, assim se queira e se esteja disposto a aceitar pelo menos 1000 euros, o mínimo que quem trabalha recebe ao fim de cada mês.

 

Claro que mesmo com tão boas condições de vida, nunca um pai ou uma mãe deixarão de contar com ajuda dos avós dos seus filhos para dar uma mais que necessária ajudinha, já que os idosos e reformados são uma faixa etária estimada e considerada neste país, com justas e mais que boas reformas para poderem gozar a vida depois de tantos anos de trabalho. Aliás, seria impensável, crime até, beliscar no que quer que fosse os direitos adquiridos pelos que trabalharam e sempre descontaram para a sua reforma.

 

Não encontro por essa Europa fora jovens mais motivados e confiantes quanto ao futuro que os portugueses. O desemprego jovem é quase inexistente e as universidades estão abertas às bolsas de todos, principalmente dos que menos têm. Que mais poderemos nós desejar?... empregos não faltam, os ordenados são mais que razoáveis, os idosos vivem regalados e os jovens, esses, estão mais que confiantes quanto ao seu futuro. 

 

Trrrriiiiiiiimmmmmm!... toca o despertador... o sonho terminou... este país não pode ser PORTUGAL!...