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russomanias

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Viva o Marcelismo!...

Poderia falar-vos hoje aqui de coisas muito mais sérias, como a inesperada e valente estocada do Benfica ao Zenit ou a prisão do burlão das notas de 50, no Porto, mas prefiro falar do Marcelismo (versão 2), esse novo fenómeno que chegou para vingar e durar. Já nem todos se lembrarão da primeira versão do Marcelismo, a do catano, desculpem, a do Caetano, nos idos primeiros anos de setenta, mesmo antes de os cravos descerem à rua. Vinha então aquele senhor risonho, de óculos, falar-nos na TV, nas célebres "Conversas em Família", sobre o período das "vacas magras" que teriamos todos que aguentar pela frente. Já era então um visionário aquele primeiro Marcelo, sabedor como era do poder sujestivo da comunicação social, logo pois se apercebendo que poderia por aí controlar o disco rígido ao pessoal e mesmo até condicionar e minimizar o então verdadeiramente assustador, poderoso e contaminante "perigo vermelho". É claro que as "conversas", embora tivessem durado cinco longos anos, não passaram disso mesmo e daqui a ter que ir, à força, dar "aulas" de direito, para o Brasil, foi um pulinho.

 

Já esta segunda versão das "conversas" do Marcelo, mas agora a do Rebelo, muito mais refinada, já leva a passar de quinze anos no ar e entrou agora numa nova e bem mais profícua fase. Tendo bebido, enfim, tudo o que havia para beber da experiência laudatória da primeira versão, de cujo pai lhe chegaram certamente as "lições" em primeira mão, o actual Marcelo vive noutro tempo e tem certamente consciência que já não chega mandar uns "bitaites" na caixinha milagrosa e virar de seguida as costas ao pessoal. Sabidola como é, não fosse ele catedrático nas cadeiras de  alta "política", "prendinhas", "futebol", "gastronomia" e agora também dos "afectos", sabe perfeitamente que tudo na sociedade é agora muito mais interactivo e que as próprias pequenas coisas, como quem diz os "faits divers", não deixam de ter sempre a sua importância. E daí o célebre "bagacinho" e chá com aquela senhora idosa do Barreiro, que é como quem diz... "estes cinco anos já cá cantam e, a partir de agora, é baralhar o pessoal para os outros cinco". Mas que finório este novo Marcelo, hein?...

 

Viva o Marcelismo (versão 2)!...