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russomanias

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Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

SOCIALISMO - Já foi tempo em que falar de socialismo era uma situação com algum interesse e que chegava até a rivalizar com as altamente interessantes discussões sobre futebol. Sim, que no futebol ainda se notam algumas diferenças entre os encarnados e os azuis, e estes com os verdes. Já quanto ao socialismo, as diferenças entre este e a social-democracia e os democratas cristãos e outros liberais da praça, não são nenhumas. Basta olhar para o que se tem passado em Portugal e perguntar quais as diferenças entre o PSD e o PS no que respeita às políticas sociais. E a resposta só poderá ser, obviamente... nenhumas!...

 

Claro que vocês não deixarão sem resposta esta minha conclusão e dirão logo: mas se são assim tão iguais porque não se juntam todos e avançam para um partido comum? Boa pergunta!... não se juntam todos porque não convém, não interessa, porque se o fizessem o Zé Pagode alcançaria com a vista toda a amplitude do logro traçado para o iludir e manietar e, perante a profundidade do engano, ficaria sem alternativas para continuar a acreditar. Assim não. Agora anda iludido com o PSD e, como a situação está preta e a memória do tempo vai passando, os cordelinhos dos "senhores das sombras" começam agora a empurrar o para o braços do PS... e nova ilusão se vai criando de que estes, sim, é que são os bons, esquecendo-se os tempos do Sócrates. De ilusão em ilusão, as memórias vão fraquejando e os anos vão passando, e entretanto os vários "donos disto tudo" vão arrecadando no sossego os seus vastos milhões e colocando-os bem a salvo na estranja.

 

É claro que vozes críticas e mais académicas vão já dizer que esta é uma forma muito pouco científica e esconsa de analisar o que é ou tem sido o socialismo no decorrer da história, mas eu por mim vou pelo que já me dizia o meu saudoso avô e prefiro abordar estas matérias tudo "trocado em miúdos".

 

Os nossos alegres videirinhos

Quase de certeza que a qualquer um de nós já nos passou pela frente um daqueles fulano ou fulana todos "bon vivant" e de bem com a vida, que até mais parece que nós é que somos uns lorpas e eles, sim, é que estão certos e caminham no sentido em que verdadeiramente roda o mundo. Mais tarde ficamos a saber, embora já desconfiassemos, que a vidinha que eles levam não encaixa nem por nada na do comum dos cidadãos, que para eles compromissos e obrigações não existem, os amigos são geralmente descartáveis e para serem manobrados em seu proveito nas melhores ocasiões. Bem falantes e irradiando o seu charme por tudo quanto é escadaria apalaçada, criticam aqueles que levam uma viva simples mas honesta, atribuindo as críticas que por vezes ouvem à mais pura e refinada invejidade e ao desconhecimento dos mais elementares rudimentos de como "subir rapidamente na vida". Um dia abrimos as folhas de um jornal qualquer e tomamos conhecimento que um desses fulano ou fulana foi preso ou presa por estar enfarinhado até ao pescoço em várias situações de descarados "golpes de baú" ou então em outras jogadas ciminalmente censuráveis.

 

Ultimamente em Portugal temos tomado conhecimento de uma série de "vidas" de gente "graúda" e bem colocada, refinada e muito bem nutrida, respeitada e bajulada e muito mas muito bem paga, que admiravelmente padecem daqueles mesmos comportamentos acima já explicados, com uma nuance: sofrem de uma congénita "amnésia" que a todos faz ter pena senão até compaixão. Estou-me a lembrar daquele Senhor Banqueiro, a simpatia e a amabilidade em pessoa, que quando era grande dava emprego aos "boys" de Portugal e, perante os deputados que o questionavam sobre a derrocada do seu Banco e o desvio de centenas de milhões, disse muito simplesmente que... "não se lembrava de nada". E também não se lembrou de nada aquele ultra-medalhado e agraciado gestor da PT quando os deputados lhe perguntaram quem deu ordem para colocar o "bolo" inteiro da "massa" no BES e a troco de quê. Como se isto não bastasse, veio agora um conhecidíssimo político de topo deste país dizer que "não sabia" que quando trabalhou como empresário em nome individual teria que ter descontado para a Segurança Social. Se todos os Portugueses sabiam, como é que que ele, que até já tinha sido deputado e votava Leis... "não sabia"?...

 

Mas que ricas "vidas", hein?...

 

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

REFORMA DO ESTADO  -  Todos se lembram daqueles célebres discursos de Passos Coelho e Paulo Portas quando estavam na oposição e o cheirinho próximo do poder era mais que perceptível. É preciso reformar o Estado, diziam eles, é preciso eliminar as "gorduras" excessivas que envolvem o aparelho de Estado e que representam custos inadmíssíveis para um país como Portugal. E lá davam eles exemplos de como cortar ali e acolá em organismos do Estado que não tinham qualquer utilidade e ocasionavam gastos incomportáveis. É preciso eliminar rapidamente as tais "gorduras" e redistribuir a riqueza tendo em conta a protecção dos mais desfavorecidos, nomeadamente os reformados e pensionistas, gritavam eles até à exaustão.

 

Quando Passos Coelho e Paulo Portas subiram finalmente ao cadeirão do poder, impulsionados por tão inflamadas flechadas no abalado governo do moribundo José Sócrates, o tema da "Reforma do Estado" deixou de interessar aos dois aventureiros fuínhas da política portuguesa, e quanto mais se falava nela mais do tema os sobreditos "artistas" fugiam a bom fugir, até que, num acto de verdadeira heroicidade ministerial, o Governo de Passos Coelho incumbiu pomposamente o Paulinho das Feiras, desculpem, o Paulo Portas, de elaborar um "Guião da Reforma do Estado". O país suspirou de alívio, finalmente as famosas "gorduras" iam ser eliminadas e o aparelho de Estado iria funcionar regradamente e despido daqueles inúteis "cardumes" de "boys" que vagueiam pelos corredores dos Ministérios e da restante Administração Pública. Finalmente, aqueles avassaladores "1520 organismos totalmente públicos" de que falou, e bem, Marques Mendes (PSD), juntamente com os seus 4000 dirigentes de topo, salários milionários, ajudas de custo soberbas, carrões de luxo sempre à porta e respectivos motoristas em exclusivo, pagos às custas do depauperado erário público, iriam ser passados a pente fino, avaliadas as suas reais necessidades e eliminados os organismos e fundações desnecessários ou redundantes.

 

Até hoje, e estamos quase no final da legislatura, a propalada Reforma do Estado resumiu-se a espoliar os reformados, pensionistas, funcionários públicos, classe média, jovens e as classes mais desfavorecidas, entregando o Estado os milhões de euros recuperados desta forma aos coitados dos Banqueiros e seus angélicos e pios Bancos.

 

De que está à espera o Papa Francisco para santificar Passos Coelho e Paulo Portas?...

 

 

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