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russomanias

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Blatter, Figo e... os idiotas do costume!...

Ainda estamos muito longe de saber da real extensão da podridão que vai nos meandros da estrutura da FIFA. Por aquilo que já se falava às escondidas, a situação era preocupante, pois alguns diziam mesmo que a decisão de realizar o Mundial de 2022 no Qatar foi um grande negócio que só foi possível por terem sido subornadas as estruturas da FIFA. Pairam igualmente as mesmas suspeitas relativamente ao Mundial realizado em 2010 na África do Sul, falando-se aqui em "luvas" na ordem dos 10 milhões de dólares. A realização do Mundial de 2018 na Rússia, pelos vistos, também deixa muitas dúvidas. A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, Concacaf, é suspeita de ter recebido 1 milhão de dólares das mãos de Joseph Blatter, doação cujos contornos não aparecem ainda devidamente esclarecidos. Mas, pelos vistos, os escândalos não se ficam por aqui, não sendo de estranhar que o deslindar da enorme teia de interesses e de corrupção venha a trazer ainda retumbantes mas não propriamente esclarecedoras novidades.

 

Luís Figo, esse genial jogador de futebol que tantas alegrias deu ao futebol português e tantas e merecidas honrarias recebeu pela sua extraordinária carreira como homem e desportista, decidiu candidatar-se ao cargo de presidente da FIFA por achar que Blatter já não correspondia, como se veio a comprovar depois, ao que se esperava de um dirigente máximo do futebol mundial. Figo sabia do que a casa gastava, não tinha como não o saber. Com aquela garra de vencedor que sempre o caracterizou atirou-se para a frente, mas logo, perante o gigantismo (balofo e alimentado a dólares...) do adversário... desistiu. Fez mal, e perdeu uma oportunidade excelente para reforçar os fundamentos de uma sua possível futura candidatura!... 

 

Uma palavra para o pessoal do futebol que anda sempre para aí todo assarapantado e enervado com as bandeiras às costas e a desancar nos polícias e em tudo que encontra pela frente... continuem assim ceguinhos e animados, nem imaginam o quanto Blatter e os seus herdeiros na FIFA agradecem!...

 

 

Pequenos génios incompreendidos

Nada mais comum que vermos, de manhã bem cedo pelas ruas, ranchos de pequenas crianças de mochila às costas, indo para a escola aprender aquilo que alguns acham ser de aprender na vida, aprender a ler e a escrever em português, a somar, a subtrair, a dividir, tudo numa azafama de manhã à noite. Mas logo alguém demasiado inteligente descobre que melhor será que a criança também aprenda música, informática, ginástica, golfe, natação, inglês, mandarim, e a mochila continua a crescer e já tem que ser um adulto a ajudar os miúdos a levá-la à escola. Os pais, como querem que os seus filhos tenham sucesso na vida, tudo aceitam em prol de um futuro risonho para aquelas crianças. Depois, já mais crescidinhos, com o triplo das disciplinas e com a memória bem treinada pela memorização de centenas de milhares de coisas que depois de sairem da Escola jamais ouvirão de novo falar, lá chegam os Exames para colocar à prova e dividir a sala de aulas em meninos e meninas inteligentes, medianos e... "burros".

 

Por isso é que adoro à brava aquela anedota, que também pode ser uma boa lição para os adultos adoradores dos calhamaços, sobre um estudo que se fez aqui há uns anos numa sala de aula de uma universidade dos Estados Unidos, em que efectivamente se verificou a existência daquela divisão na classificação dos alunos... os inteligentes, os medianos, e os que atiravam aviõesinhos de papel à cabeça da professora, isto é... os "burros". Acontece que passados vinte anos os investigadores que fizeram esse estudo quiseram saber onde estavam e o que faziam esses três tipos tão diferentes de alunos, e aqui é que reside o real interesse da suposta anedota ou lição, como lhe queiram chamar. Os alunos medianos trabalhavam nas empresas como contabilistas, os inteligentes, claro, eram todos administradores de empresas e, quanto aos que atiravam aviõesinhos de papel às cabeças das professoras eram, tomem nota... os donos das empresas!...

 

Mas então, dizem-me vocês, não é necessário estudar como um louco para se ter algum sucesso na vida? Por vezes é, mas nem sempre. Veja-se o caso do "shark tank" português Manuel Ferreira, o proprietário da empresa Douro Azul, esse empresário nortenho de grande sucesso que não precisou de nenhum canudo universitário para se tornar num dos grandes empresários portugueses. E, já agora, repare-se igualmente no norte americano Bill Gates, dono da poderosa Microsoft, que bateu com a porta na universidade para dar início, na sua garagem, ao negócio que o tornaria no homem mais rico do... mundo!...

 

Não será bem melhor aliviar um pouco as mochilas e o "stress" das crianças e deixar-lhes suficiente espaço e tempo para a felicidade e o... sonho?... os pequenos génios agradecem.

 

 

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