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russomanias

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Futebol à Porto e as gargalhadas de Vitor Pereira

Por estes dias anda por aí muita gente triste e desanimada e com a auto-estima completamente em baixo pelo facto de o Futebol Clube do Porto já ter vergonhosamente arrumado de vez as chuteiras e ter antecipadamente dito xausinho ao glorioso campeonato. Claro que se me perguntarem se fico satisfeito com isso digo logo redondamente que não, se bem que cá dentro, bem no meu íntimo, exista uma vozinha teimosa que me diz repetidamente... "bem feito"!... e, de quando em vez, lá me lembra ela que o último campeonato ganho pelo FCP foi nos tempos idos do Vitor Pereira, aquele rapazito lá dos lados de Espinho que na época de 2011/2012 foi atirado às feras e, atónita e inesperadamente, desafiado para segurar e comandar os azuis e eis que, olha, aos empurrões e às caneladas, ganhou mesmo o campeonato. É claro que o franganote, arraçado de vareiro e com o curso de Educação Física tirado com muito esforço, sacrifício e muitas correrias debaixo de chuva, não tinha, aos olhos da velha "nobreza" nortenha, aqueles tiques de classe bem falante que deve caracterizar os Mourinhos e os Vilas Boas quando acossados pelos jornalistas. Desde logo então se percebeu, pelos ditos dos chefões das claques, que aquilo não tinha jeito de gente para um FCP de gabarito mundial e o melhor seria o despachá-lo o quanto antes.

 

É claro que o Vitor Pereira até poderia ser tudo aquilo e mais alguma coisa, mas também era um treinador à Porto, com garra, com alma, daqueles que puxam dos galões nos treinos e no campo e transmitem a seriedade e a confiança que transformam os inesperados infortúnios em vitórias e os campeonatos putativamente perdidos em campeonatos ganhos, como foi o caso do de 2012/2013, que também ganhou, e em que o Benfica até já tinha a festa encomendada. Enfim, o puto Vitor Pereira foi naqueles dias, e continua a ser ainda hoje, um treinador predominantemente vencedor. Porque razão saiu então do FCP, porque razão não seguraram firme no destemido e hábil "rapazote" e lhe deram a oportunidade, mais que justa pelos bons resultados apresentados, de continuar, no clube que tão bem defendera, a cimentar e a desenvolver a sua veia ganhadora? Porque não sabia supostamente "falar", porque não tinha "classe" para o cargo, porque era originário de um meio "pobre" e esse estigma ainda lhe assomava por vezes na face? Em suma, diga-se claramente... descartaram um vencedor por preconceitos de classe.

 

Pois agora eu pergunto: que fez de bom o Futebol Clube do Porto após ter descartado o rapazote?... nada!... presentemente até parece que já sinto as sonoras gargalhadas do "mister" Vitor Pereira... ah!... ah!... ah!.. "mas que fantástico futebol à Porto, senhor presidente"!...