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russomanias

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Os nossos VIP's magníficos

É já um lugar comum da nossa empedernida mania das grandezas ouvirmos dizer que somos aquele  venturoso país que já deu novos mundos ao mundo e que antes de nós, na era de quinhentos, tudo era desconhecido. Claro que já ninguém nos tira aquelas façanhas tremendas da descoberta do caminho marítimo para a India e do Brasil, façanhas pequenas comparadas com o que aí haveria de vir. Sim, que não é só na ciência marítima que a alma portuguesa já deu cartas, pois também no que respeita à ciência social e económica ainda cá haveremos de estar para soltar o nosso grito do Ipiranga. Comparada com a nossa, a filosofia económica e social de influência anglo-saxônica está a milhas de distância, pois dividir a sociedade capitalista em que todos vivemos em classes denominadas de grande-burguesia, média-burguesia, pequena-burguesia, latifundiários, médio-campesinato, proletariado, pequeno-campesinato e lumpem-proletariado é uma verborreia da pior espécie e a que a nova ciência económica e social portuguesas, influenciadas pelo Governo PSD/CDS, quis por fim.

 

Assim, empenhados em simplificar ao máximo a estratigrafia social portuguesa, os teóricos sociais, económicos e fiscais do Governo PSD/CDS resolveram, de uma assentada, dividir a sociedade portuguesa em duas classes principais: 1ª) os Contribuintes VIP e... 2ª) os Contribuintes que sempre pagam. Claro que ficamos já todos a saber que os Contribuintes VIP estão excluídos terminantemente de qualquer escrutínio fiscal sobre os seus rendimentos, proíbida qualquer investigação ao seu cadastro fiscal e às suas dívidas às Finanças e à Segurança Social. Já quanto aos Contribuintes que sempre pagam, esses devem cumprir impreterivelmente com as suas obrigações fiscais até ao ultimo tostão... sob pena de execução fiscal e posterior penhora.

 

E assim o Governo PSD/CDS resolveu dar uma inovadora amplitude e dimensão ao Artigo 55º da Lei Geral Tributária: "Princípios do procedimento tributário - A administração tributária exerce as suas atribuições na prossecução do interesse público, de acordo com os princípios da legalidade, da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da celeridade, no respeito pelas garantias dos contribuintes e demais obrigados tributários".

 

Perante as duas novas classes de cidadãos implementadas pelos teóricos sociais do Governo PSD/CDS... que mais "igualdade" poderemos nós querer?...

 

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

SOCIAL-DEMOCRACIA  -  Nós portugueses somos de todo uns alegres felizardos. Vivemos num país lindo, com muito sol, boa comida, uma pinga de morrer e, mais importante ainda, em social-democracia. Sim, que quanto à social-democracia é de aproveitar agora, que ainda a podemos gozar, já que quanto ao resto felizmente é todo o ano e enquanto cá andarmos. Vivemos momentos históricos e inolvidáveis de felicidade dita nórdica, sim, a mesma felicidade desses indigentes povos ditos do norte da Europa, que trabalham e labutam toda uma vida mas que têm níveis de subsistência invejáveis, com boas casas, bons carros, uma educação primorosa, ordenados mínimos de 2000 €/mês, assistência cuidadosa na velhice e sem filas de espera de seis horas nos corredores dos hospitais.

 

Mas a social-democracia portuguesa, "made in" PSD, tem uma amplitude nunca vista nessas tais maravilhas do norte da Europa, como seja a plena e equitativa distribuição da riqueza pela maioria da população, pequenas e pontuais diferenças entre os mais ricos e os mais pobres, uma Justiça ao serviço de todos, em que o mais pobre dos cidadãos se vê sempre ressarcido e compensado em caso de despedimento ilegal ou extorsão. Também ainda está para nascer um país como Portugal, que coloca na cadeia os Banqueiros causadores de falências fraudulentas nos seus Bancos e, com pena deles e dos seus fracos recursos financeiros, os ajuda com centenas de milhões de euros retirados das reformas dos malandros e opulentos reformados e pensionistas. Claro que já não falamos aqui do nível de exigência que a nossa social-democracia coloca aos seus máximos dirigentes, nomeadamente aos que presidem ao governo ou à presidência da República, pois todos eles se podem gabar de um passado e presente exemplar no que respeita ao cumprimento das suas obrigações como cidadãos, principalmente no que concerne ao atempado pagamento de impostos e à Segurança Social. Não sei se me entendem, claro!...

 

Por último, desculpem-me, já nem sei se estive aqui a falar da social-democracia na Suécia, na Noruega ou... ai a minha cabeça... da social-democracia do PSD, em Portugal.

 

 

Comentadores do terceiro mundo!...

Adoro ver e ouvir semanalmente os nossos queridos comentadores políticos. Não há nada como aguçar os ouvidos e comunicar transcendentalmente e em profundidade com o nossos queridos Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa. Os dois da mesma área política, do PSD, são duas formas de comunicar mas com objectivos idênticos. Porta vozes envergonhados de uma política destruidora e moribunda, por detrás de algumas críticas de circunstância a um ou outro deslize do actual Governo, no fundo estão com ele e dão até conselhos ao Primeiro Ministro e ao Presidente da República sob as formas e truques que deverão adoptar para melhor levarem a água ao seu moínho.

 

Foi por isso muito interessante analizar a forma como os nossos dois queridos comentadores, no fundo, passaram uma leve esponja sobre o comportamento do Primeiro Ministro Passos Coelho relativamente ao seu passado tributário de devedor despreocupado e supostamente desconhecedor das suas obrigações. Perante eles, Passos Coelho cometeu sem dúvida falta grave ao não assumir as suas dívidas à Segurança Social, agora quanto às necessárias ilacções e consequências políticas de tal facto é que nenhum deles quis evidenciar nem sequer sugerir. É que é preciso não esquecer que os portugueses têm estado sujeitos a um autêntico "assalto" fiscal, em que o Estado ataca implacavelmente sempre que sente umas moeditas em movimento nos bolsos do cidadão comum. Só que, como se viu, quem dirige o Governo não cumpre... impostos são para os outros.

 

Enquanto nos Estados Unidos um ministro é mandado para a rua só porque a esposa não pagou a Segurança Social da empregada doméstica, já em Portugal, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "não é hábito os Ministros demitirem-se por situações destas". Isto é, para os nossos queridos comentadores políticos do PSD... somos um país do terceiro mundo!...

 

Para onde caminha Portugal com semelhantes "educadores"?...

 

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

SOCIALISMO - Já foi tempo em que falar de socialismo era uma situação com algum interesse e que chegava até a rivalizar com as altamente interessantes discussões sobre futebol. Sim, que no futebol ainda se notam algumas diferenças entre os encarnados e os azuis, e estes com os verdes. Já quanto ao socialismo, as diferenças entre este e a social-democracia e os democratas cristãos e outros liberais da praça, não são nenhumas. Basta olhar para o que se tem passado em Portugal e perguntar quais as diferenças entre o PSD e o PS no que respeita às políticas sociais. E a resposta só poderá ser, obviamente... nenhumas!...

 

Claro que vocês não deixarão sem resposta esta minha conclusão e dirão logo: mas se são assim tão iguais porque não se juntam todos e avançam para um partido comum? Boa pergunta!... não se juntam todos porque não convém, não interessa, porque se o fizessem o Zé Pagode alcançaria com a vista toda a amplitude do logro traçado para o iludir e manietar e, perante a profundidade do engano, ficaria sem alternativas para continuar a acreditar. Assim não. Agora anda iludido com o PSD e, como a situação está preta e a memória do tempo vai passando, os cordelinhos dos "senhores das sombras" começam agora a empurrar o para o braços do PS... e nova ilusão se vai criando de que estes, sim, é que são os bons, esquecendo-se os tempos do Sócrates. De ilusão em ilusão, as memórias vão fraquejando e os anos vão passando, e entretanto os vários "donos disto tudo" vão arrecadando no sossego os seus vastos milhões e colocando-os bem a salvo na estranja.

 

É claro que vozes críticas e mais académicas vão já dizer que esta é uma forma muito pouco científica e esconsa de analisar o que é ou tem sido o socialismo no decorrer da história, mas eu por mim vou pelo que já me dizia o meu saudoso avô e prefiro abordar estas matérias tudo "trocado em miúdos".

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

REFORMA DO ESTADO  -  Todos se lembram daqueles célebres discursos de Passos Coelho e Paulo Portas quando estavam na oposição e o cheirinho próximo do poder era mais que perceptível. É preciso reformar o Estado, diziam eles, é preciso eliminar as "gorduras" excessivas que envolvem o aparelho de Estado e que representam custos inadmíssíveis para um país como Portugal. E lá davam eles exemplos de como cortar ali e acolá em organismos do Estado que não tinham qualquer utilidade e ocasionavam gastos incomportáveis. É preciso eliminar rapidamente as tais "gorduras" e redistribuir a riqueza tendo em conta a protecção dos mais desfavorecidos, nomeadamente os reformados e pensionistas, gritavam eles até à exaustão.

 

Quando Passos Coelho e Paulo Portas subiram finalmente ao cadeirão do poder, impulsionados por tão inflamadas flechadas no abalado governo do moribundo José Sócrates, o tema da "Reforma do Estado" deixou de interessar aos dois aventureiros fuínhas da política portuguesa, e quanto mais se falava nela mais do tema os sobreditos "artistas" fugiam a bom fugir, até que, num acto de verdadeira heroicidade ministerial, o Governo de Passos Coelho incumbiu pomposamente o Paulinho das Feiras, desculpem, o Paulo Portas, de elaborar um "Guião da Reforma do Estado". O país suspirou de alívio, finalmente as famosas "gorduras" iam ser eliminadas e o aparelho de Estado iria funcionar regradamente e despido daqueles inúteis "cardumes" de "boys" que vagueiam pelos corredores dos Ministérios e da restante Administração Pública. Finalmente, aqueles avassaladores "1520 organismos totalmente públicos" de que falou, e bem, Marques Mendes (PSD), juntamente com os seus 4000 dirigentes de topo, salários milionários, ajudas de custo soberbas, carrões de luxo sempre à porta e respectivos motoristas em exclusivo, pagos às custas do depauperado erário público, iriam ser passados a pente fino, avaliadas as suas reais necessidades e eliminados os organismos e fundações desnecessários ou redundantes.

 

Até hoje, e estamos quase no final da legislatura, a propalada Reforma do Estado resumiu-se a espoliar os reformados, pensionistas, funcionários públicos, classe média, jovens e as classes mais desfavorecidas, entregando o Estado os milhões de euros recuperados desta forma aos coitados dos Banqueiros e seus angélicos e pios Bancos.

 

De que está à espera o Papa Francisco para santificar Passos Coelho e Paulo Portas?...

 

 

Cozinhado à portuguesa

Esta semana que agora termina foi palco de um acontecimento interessantíssimo do ponto de vista daqueles que não baixam os braços perante a necessidade de colocar a nú o indecoroso lodaçal em que tem vivido a classe política portuguesa, nomeadamente aquela que tem tido constantes e alternadas responsabilidades na governação do país. Estamos a referir-nos, pois concerteza, aos dirigentes do PSD, do CDS e do PS. Já todos nos apercebemos da gigantesca campanha veiculada pelo PSD e pelo CDS no sentido de vender ao país a ideia de que Portugal agora está melhor. Até o Ministro da Educação Nuno Crato, vejam lá, veio agora dizer que as Escolas e o sistema de Saúde estão uma maravilha, como se os portugueses não se recordassem já daquelas semanas a fio das Escolas sem professores e do número incontável de doentes que passam horas a fio nas urgências dos Hospitais e com um número impressionante de pessoas idosas a falecer devido a gripes e ao frio. E que o desemprego está a descer, como disse o Ministro da Solidariedade e Segurança Social Pedro Mota Soares, como se os portugueses fossem todos canhenhos e não soubessem perfeitamente das centenas de milhares de pessoas que fugiram, desculpem, emigraram para fóra do país e outros tantos milhares que se encontram desempregados e sem qualquer tipo de apoio, pelo que não constam sequer das estatísticas do INE. PSD e CDS também no que toca à propaganda se têm socorrido da imperial criatividade alemã... "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" (Joseph Goebbls).

 

Qualquer português mediano sabe e apercebe-se na perfeição da discrepância que existe entre o verdadeiro estado do país e o que dele pintam a toda a hora o PSD e o CDS. Por isso, foi com uma surpreendente estupefacção que assistimos àquilo que o actual líder do PS, António Costa, veio esta semana dizer num encontro com os "camaradas" chineses, deixando bem claro que o país está agora melhor que em 2011. Como interpretar esta afirmação de António Costa? Será para si, António Costa, este o verdadeiro estado do país, fugindo-lhe a palavra para o que considera ser a realidade? Pura ingenuidade? Ou então caiu também, como alguns outros, na esparrela da "mentira repetida mil vezes"?

 

Não nos iludamos, PSD, CDS e PS fazem há muito tempo parte de um concertado "cozinhado" na política portuguesa. Quando uns estão no poder os outros estão nos Bancos e nas Empresas "amigas" e andam no sobe e desce em sintonia alternada. Por isso, António Costa não teve nenhum deslize quando disse que o país, com o PSD e o CDS está melhor que em 2011. Ele disse o que pensa... no fundo ele é um deles!...

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

REPÚBLICA  -  Vivemos numa República desde 5 de Outubro de 1910, e daí? E daí?... ora e daí... viver numa República é outra coisa, dirão vocês, deixamos de viver desde essa altura debaixo dos ditames da bolorenta Monarquia, essa detestável forma de governo autocrática, ultra-conservadora e aristocrática, opressora dos direitos expansionistas da burguesia, desculpem, do povo simples, atentatória dos mais elementares interesses nacionais e subjugada pela ganância das grandes potências. Para que precisamos nós de um Rei se podemos ser nós próprios senhores do nosso destino? Para melhor nos oprimir?... para nos manter miseravelmente na cauda da Europa?... para nos envergonhar com um atentatório "ultimatum" de um "camone"  ou de um "beef" de uma grande ilha qualquer? Ora ora, o tempo da Monarquia acabou... passemos à República!...

 

Agora, que vivemos na nossa querida e gloriosa República e o famigerado Rei D. Manuel II se foi para sempre, um rei só efectivamente já não temos... mas temos agora outros vários Reisinhos, que se comprazem e deliciam em nos governar a todos com a rédea bem curta! Temos ou não temos nos dias que correm a altíssima protecção de Suas Altezas D. Amorim, D. Belmiro, D. Soares dos Santos, D. Espírito Santo (que embora apeado do poder por um sub-reptício golpe palaciano, continua a influenciar a excelsa e poderosa corte através de uma infindável quantidade de sempre fieis "cavaleiros", outrora seus indeléveis e submissos vassalos) e vários outros ainda de inferior linhagem. E, já agora, com vários Reis em vez de um só, será que neste republicano Reino de Portugal e dos Algarves as amarras da outrora opressão se soltaram de vez? E será que saimos finalmente da cauda da velha Europa ou continuamos lá bem no fundo, juntamente com a desditada Grécia? Ficamos com estas dúvidas ou elas não são mais que rematadas certezas? Bem, pelo menos, dirão vocês, nesta nossa bela e valorosa República somos finalmente verdadeiros senhores do nosso destino e não toleramos mais "ultimatum" ou regabofe de nenhuma estranja Senhoria. Ahhhh... por falar nisso... que me dizem, já agora, das inolvidáveis "ordens" e "imposições" expressas dadas a Portugal por Sua Alteza Real a Excelentíssima Senhora D. Angela Merkel, Chanceler da Alemanha, e pelo seu sempre Leal Escudeiro D. Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças da dita cuja, relativamente ao número de vezes que a nós, Portugueses, nos é permitido ir ao pote e dispor a nosso bel prazer daquilo com que no verão se compram os melões, como é de justiça e direito numa verdadeira e constitucionalmente sã República?... Mas que rica República esta que nos arranjaram, hein?!...

 

                                                                                Viva a República!...

 

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

POLÍTICA  -  É verdade que tu e eu já ouvimos algumas vozes agoirentas dizer para nos deixarmos disso de política, que a política não nos leva a lado algum e que, pelo contrário, só nos poderá trazer problemas. Claro que o pessoal que tiver já uns anitos de tropa, como é o meu caso, não deixará de dar a essas vozes do passado alguma razão, só alguma, pois não vai ainda há muitos anos que falar contra o Governo ou mandar uma bocas foleiras contra a guerra colonial dava choça pela certa. Mas agora não, tudo isso mudou. Hoje em dia não se encontra futuro mais garantido que entrar a fundo na política, mas tudo deve acontecer desde muito novinho, pois que entrar já meio carcaçola na política não dá, a memória e o jeito para apanhar todos aqueles truques já não funcionam. Claro que não falamos aqui daquela política que se aprende nas Universidades, a chamada Ciência Politica, que essa não vem aqui para o caso e não levará os nossos ávidos pequenos a lado algum, a não ser talvez, e com algum empurrãozinho de sorte, a um mais que duvidoso papel de comentador ou escrevinhador, a um outsider da política, nunca a um aproveitador da política, no sentido estrito da palavra. Não, do que nós aqui falamos é de exercício da política no sentido partidário do termo, mas cuidado, não num partido qualquer, terá de ser da área do chamado "arco do poder", daqueles que volta e meia chegam ao "poleiro", abusam dele e caem, mas passados quatro anos e umas quantas "estórias" atamancadamente contadas, lá voltam eles de novo ao apetitoso "bem bom"!...

 

Não nos venham agora cá dizer que existe melhor profissão no mundo que ser político, pois sendo certo que os vencimentos de um Presidente, de um Ministro, de um Deputado ou de um Autarca não são nada do outro mundo, não nos devemos esquecer do que vem depois de deixarem a política, aqueles ordenadões de 40.000 €/mês na EDP, aqueles "empréstimos" esquecidos no BPN, aqueles empreendimentos turísticos em Cabo Verde, aquelas "comissões" pela venda dos submarinos alemães, aqueles milhões de euros depositados na Suiça e sem declarar ao Fisco, aquelas belas e frondosas "quintas" no vale do Douro, aqueles gabinetes, altas e elegantes secretárias, grandes carrões e respectivos motoristas, eficiente polícia à porta de casa 24 horas por dia, tudo pago pelos cofres do Estado. Meus Senhores, haverá mais bela, aprazível e rentável profissão que a de um político?

 

Contudo, dir-me-ão vocês: e se em vez de um final feliz tudo descambar num vergonhoso "estágio" forçado num qualquer Estabelecimento Prisional de Évora?... jamais haverá "investimento" sem risco, não é o que dizem os avisados compêndios de Económica Política!?... ora essa!... queriam tudo de borla, não?... arre, que o que é de mais é moléstia!...

 

 

De caniche da Alemanha a pião das nicas da Europa

Nem precisam de me dizer que as minhas opiniões seriam muito mais interessantes e prazenteiras se me dedicasse a escrever sobre as lusas protuberâncias da nossa Rita Pereira ou sobre as suaves saliências da eslava Irina Shayk. Sabendo de antemão que assuntos demasiado sérios não enchem os nossos espíritos com a usualmente chamada "energia positiva" que tanta falta faz nos dias cinzentos que correm, decidi-me hoje a garatujar sobre o "caniche", aquele cãozinho tão giro, de pelo encaracolado e barulhento, que faz sempre as alegrias e as vontades das madames que circulam nos mais afamados "Hollywood City's" deste cosmopolita país. Ora digam-me lá se a postura e as atitudes do Governo de Portugal em relação à poderosa e gorda Alemanha não vos faz lembrar aquele giro cãozinho de que acima vos falo? A Senhora Merkel diz que a Grécia deve ser fortemente entalada e logo o Governo de Portugal sai a correr por detrás dela a pular e a latir que a Grécia deve ser garroteada; o Senhor Schäuble, Ministro das Finanças da Alemanha, diz que a Grécia deve fazer como os outros países e continuar com a desastrosa austeridade, e logo vai a nossa Ministra das Finanças, Maria Luis Albuquerque, sentar-se ao lado do homenzinho, muito sorridente e aos saltinhos, dizendo que nós é que latimos bem, desculpem, que nós é que cumprimos como deve ser e até já pedimos "autorização" à Europa para pagar adiantado. Ora digam-me lá se isto não é uma clara postura do queridinho "caniche"!?...

 

Agora que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, veio dizer à boca cheia que a Grécia, Portugal e a Irlanda foram tratados indignamente pelos burocratas da Toika, o Governo de Portugal, pela voz do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, veio dizer que "nunca a dignidade dos portugueses foi beliscada". Claro que não foi a vossa "dignidade" que foi posta em causa, meus Senhores!... vocês têm andado todos numa boa de mãos dada com a Troika... a grande maioria dos portugueses é que foi tratada pela Troika com uma aviltante "indignidade", com a vossa subserviente conivência!

 

Com as declarações de Jean-Claude Junker, o Governo de Portugal é não só o "caniche" da Alemanha, mas também, e a partir de agora... o pião das nicas da Europa!...

 

 

Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

PARTIDO SOCIALISTA  -  PS  -  Nada mais normal que todos nós perguntarmos que tipo de socialismo tem sido este que nos tem vendido o PS, nomeadamente que diferença tem feito para o comum dos portugueses ter à frente do Governo o PS ou o PSD. Sim, que isto de comermos carne ou peixe ainda vai que não vai, agora venderem-nos gato por lebre é que já é bem diferente. É que, após dezenas de anos de "take away" socialista e social-democrata, o pessoal já vai estando farto de tanto vira o disco e toca o mesmo, os personagens são todos muito parecidos, chafurdam todos pelos vistos na mesma gamela, prometem antes das eleições que não aumentam impostos e mal chegam ao poder toca de afundar o no maior dos garrotes fiscais. Veja-se o caso de José Sócrates, que antes de subir ao poleiro garantiu à boca cheia que não iria subir a carga fiscal. Chegado ao "trono", coitado, lá veio dizer-nos que "não sabia" como estava o país e que lá teriamos que levar mais uma vez a cartuchada. Não sabia, o pequerrucho, mas pelos vistos soube fazer outras coisas muito mais interessantes e que o conduziram ao "estágio" de Évora.

 

Claro que o pagode "xuxialista",  de concertina e garrafão de tinto a tiracolo, já salta, pula e ri, embora comedidamente, com o novo "Messias" chamado António Costa, mas o português prevenido lembra-se muito bem das barracadas anteriores que nos enfiaram e parece não estar a acreditar muito no novo "milagre" que nos querem vender, pois já nos basta o "milagre" do Passos Coelho, que antes de chegar à linda "cadeirinha" também nunca iria apertar os reformados, mas mal se sentou nela tratou logo de os espremer até ao tutano, matando uns à fome e outros nos corredores das urgências dos Hospitais, como todos os dias vemos na TV. Claro que alguns dirão que estou a ser demasiado "injusto" para com o PS, partido de esquerda e das pessoas mais desfavorecidas. Queriaaas!... Quanto a isso direi eu que a "injustiça" e a "pouca vergonha" estão no facto de os portugueses elegerem deputados e governos "socialistas" para os defenderem mas que estes, após serem eleitos, se comportam como vulgares mariolas eleitos pelo PSD e pelo CDS e somente olham para a sua barriguinha e para a dos "boys" que os ajudaram a subir a escada do apetecido e meloso poder.

 

"Socialismo na gaveta" e a fazer de conta já nos chegam... o Zé Pagode já não vai mais na conversa!...