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russomanias

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Aquele terrível Taliban

Oxalá que pelo facto de me referir aqui ao meu terrível Taliban, não venha um dia destes a ser incomodado pela CIA ou pelo FBI por ter aqui escrito o termo "Taliban". É que, não sei se sabem, mas os nossos amigos e conselheiros americanos parece que têm um sistema qualquer a funcionar na "net" que capta e regista, "just in time", todas as palavras que possam trazer perigo para sua hegemonia a nível mundial. Ora a palavra "Taliban" pode muito bem ser um desses casos, já que, embora tenham sido os próprios americanos a inicialmente dar treino e apoio aos ditos talibans, aquando da invasão do Afeganistão pela antiga URSS, nos idos anos de 80 do século passado, agora toda a gente sabe que os americanos já não vão na bola desses adoradores extremos do profeta Maomé. É que, diga-se já, e para poupar o precioso tempo aos ex-amigos americanos de Snowden, o meu terrível "Taliban" é apenas e tão só um destro e simpático... gatinho!...

 

Pois é, eu sou um indefectível admirador de gatos, gatas e gatinhos e pelo-me todo por analizar e apreciar o comportamento e destreza destes nossos amigos felinos. Além do mais, sou muito tocado pela independência e maneira de ser dos inteligentes gatinhos, que confiam no dono... mas sempre desconfiando. Acontece que há uns tempos atrás adoptei, em regime de liberdade total, um desses espertos e ágeis bichinhos, a quem alguém que trabalhava em frente à minha casa deu o nome de "Taliban", certamente pela sua rebeldia. Tinha eu nessa altura um periquito numa gaiola e costumava, nos dias de sol aberto, pendurar a dita gaiola num ponto alto do terraço exterior da minha habitação. E não é que o nosso "Taliban" engraçou com o passarinho? Observava-o, observava-o, sempre muito atentamente e muito quietinho, esticando o pescoço quanto podia para poder observar melhor. Eu, admirado, contei a cena a um amigo, que me disse logo: "o gato vai-te apanhar o pássaro"!... e eu: "estás maluco pá, o pássaro está muito alto"!... "Está muito alto?... mete na cabeça pá, o gato vai-te papar o pássaro", prosseguiu o amigo... Os dias entretanto passaram e eu, sempre que fazia sol, lá punha o periquito cá fóra e, descontraído, o persistente "Taliban" continuava na dele, observando, esticando o pescoço. Ele na dele e eu não minha... "está muito alto gatinho, não chegas lá"!...

 

Um dia de sol raiante, estava eu descontraído em casa despois de ter posto o pássaro cá fora, oiço um estrondo enorme no terraço e disse para mim mesmo... "não acredito"!... a gaoila estava no chão, de porta aberta, e o "Taliban" a correr, assustado, para cima do muro das trazeiras. Em resumo: o "Taliban" deu um salto de mais de dois metros e atirou com a gaiola ao chão... só não conseguiu foi apanhar o periquito, que fugiu para o pinhal. O "Taliban" não conseguiu... mas tentou!...

 

De quantas coisas nos queixamos nós que não conseguimos na vida, quantos objectivos achamos difíceis de concretizar... sem tentarmos sequer?...

 

É por estas e por outras que adoro gatinhos!...

 

 

 

 

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