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russomanias

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Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

IGUALDADE - Eis verdadeiramente um tema que vale mesmo a pena abordar nos dias que correm. Quem souber compreender e explicitar o que é isso do princípio da igualdade em Portugal tem mais que meio caminho andado para concluir com êxito o almejado curso de direito a que tantos jovens aspiram. Se não for capaz disso o melhor é esquecer o assunto e dedicar-se à política, desculpem... à pesca do robalo (como no processo Face Oculta...). Efectivamente, as manifestações positivas do dito princípio da igualdade são transversais a toda a sociedade em que vivemos, sendo por demais evidente que por elas se explicam  por que é Portugal o pais europeu em que é mais curta a diferença entre ricos e pobres. Senão vejamos:

 

Que desigualdade existe entre uma criança que vai para a escola e que tem os dois pais desempregados e o filho de um secretário de estado que saca 5000 euros mensais, quase outro tanto de ajudas de custo e Mercedes com motorista à porta?... nenhuma. Que desigualdade podemos nós apontar naquele caso de uma ex-ministra do CDS (será uma tal de Cardona?...) que foi contratada para levar papeis de um lado para o outro na Caixa Geral de Depósitos e ao fim de seis meses de trabalho, desculpem, descanso e divertimento, saiu com uma reforma vitalícia de 4000 euros/mês e os outros milhares de casos de reformados que trabalharam uma vida inteira para terem que viver hoje com reformas de pouco mais de 200 euros mensais?... também nenhuma! E, já agora, que desigualdade é essa que existe entre aquele conhecido caso daquele Senhor do partido do Governo que ajudou a vender Portugal à TroiKa (será Catroga?...) e que, como recompensa pelas suas sábias recomendações, foi convidado para mandar uns bitaites na EDP uma ou duas vezes a cada 30 dias, a troco de uma mala com 40.000 euros/mês, entre outras reformas que já embolsa, e, por outro lado, as centenas de milhares de pessoas que neste país se contentam com 505 euros/mês, com o marido ou a esposa desempregados e mais duas ou três bocas para sustentar?... não existe desigualdade nenhuma!...

 

Por isso, calem-se de vez essas vozes que por aí nos atazinam os miolos todos os dias com essas balelas de que Portugal é um país de extremos e de altíssimas desigualdades sociais, pois não há país na Europa, suponho, onde impere mais a igualdade de oportunidades que o nosso. Melhor que Portugal... só mesmo no corno de África!...