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russomanias

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Dicionário de Política para Tótós - de A a Z

REPÚBLICA  -  Vivemos numa República desde 5 de Outubro de 1910, e daí? E daí?... ora e daí... viver numa República é outra coisa, dirão vocês, deixamos de viver desde essa altura debaixo dos ditames da bolorenta Monarquia, essa detestável forma de governo autocrática, ultra-conservadora e aristocrática, opressora dos direitos expansionistas da burguesia, desculpem, do povo simples, atentatória dos mais elementares interesses nacionais e subjugada pela ganância das grandes potências. Para que precisamos nós de um Rei se podemos ser nós próprios senhores do nosso destino? Para melhor nos oprimir?... para nos manter miseravelmente na cauda da Europa?... para nos envergonhar com um atentatório "ultimatum" de um "camone"  ou de um "beef" de uma grande ilha qualquer? Ora ora, o tempo da Monarquia acabou... passemos à República!...

 

Agora, que vivemos na nossa querida e gloriosa República e o famigerado Rei D. Manuel II se foi para sempre, um rei só efectivamente já não temos... mas temos agora outros vários Reisinhos, que se comprazem e deliciam em nos governar a todos com a rédea bem curta! Temos ou não temos nos dias que correm a altíssima protecção de Suas Altezas D. Amorim, D. Belmiro, D. Soares dos Santos, D. Espírito Santo (que embora apeado do poder por um sub-reptício golpe palaciano, continua a influenciar a excelsa e poderosa corte através de uma infindável quantidade de sempre fieis "cavaleiros", outrora seus indeléveis e submissos vassalos) e vários outros ainda de inferior linhagem. E, já agora, com vários Reis em vez de um só, será que neste republicano Reino de Portugal e dos Algarves as amarras da outrora opressão se soltaram de vez? E será que saimos finalmente da cauda da velha Europa ou continuamos lá bem no fundo, juntamente com a desditada Grécia? Ficamos com estas dúvidas ou elas não são mais que rematadas certezas? Bem, pelo menos, dirão vocês, nesta nossa bela e valorosa República somos finalmente verdadeiros senhores do nosso destino e não toleramos mais "ultimatum" ou regabofe de nenhuma estranja Senhoria. Ahhhh... por falar nisso... que me dizem, já agora, das inolvidáveis "ordens" e "imposições" expressas dadas a Portugal por Sua Alteza Real a Excelentíssima Senhora D. Angela Merkel, Chanceler da Alemanha, e pelo seu sempre Leal Escudeiro D. Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças da dita cuja, relativamente ao número de vezes que a nós, Portugueses, nos é permitido ir ao pote e dispor a nosso bel prazer daquilo com que no verão se compram os melões, como é de justiça e direito numa verdadeira e constitucionalmente sã República?... Mas que rica República esta que nos arranjaram, hein?!...

 

                                                                                Viva a República!...

 

 

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