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russomanias

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Grandes e pequenos "terroristas"

O terror e o medo sempre foram manuseados ao longo da história como forma perfeitamente capaz de atingir e preservar o poder e muitos foram aqueles que igualmente os utilizaram para impedir mudanças na sociedade, por mais justas e necessárias que estas fossem. Os acontecimentos do passado fim de semana em París foram actos puramente criminosos, praticados por gente sem qualquer tipo de moral e sem princípios e contra civis completamente desprovidos da mais elementar defesa. Em suma, foi um acto essencialmente terrorista, como tal deve ser tratado e os seus responsáveis por ele deverão responder como tal. Porque o real objectivo dos que pensaram e organizaram tais actos foi, sem dúvida, incutir o terror e o medo tanto na população francesa como na europeia relativamente ao denominado Estado Islâmico, é obrigação e dever das democracias e de todos quantos as defendem não baixar os braços nem ter receio dos que combatem a liberdade. Fazê-lo, sob que forma seja, seria de novo abrir portas ao reino da escuridão e da opressão, seria o regressar ao passado teocrático, à barbárie.

 

Aqui entre portas também se têm ultimamente manifestado os pequenos aprendizes do terror e do medo como arma de preservação do poder a qualquer preço. A população não lhes deu a maioria dos votos nem dos deputados, e a maioria na Assembleia da República, farta da sua política de feroz austeridade, não confia minimamente neles para formar governo nem está disponível para avalizar um seu governo minoritário. Esvaziados de argumentos para se prolongarem no cadeirão do poder, avançam agora com tenebrosas campanhas de terror e medo direccionadas contra as forças que pretendem construir uma alternativa democrática de governo. A ânsia de assustar é tanta que não de coibem de brandir com autênticas baboseiras e argumentos sem pés nem cabeça que deveriam fazer corar de vergonha quem os profere. Luís Marques Mendes, comentador ao serviço do PSD e do CDS, referiu no Jornal da Noite do passado domingo, na SIC, palavra menos palavra, que do "acordo de governo entre o PS, BE e PCP nem sequer consta o compromisso de estes dois últimos partidos aprovarem os orçamentos do governo PS para os restantes quatro anos da legislatura. Logo, é governo para durar um ano, se tanto". Meu Deus!... Santa Burrice!... Então o BE e o PCP também deveriam ter "assinado acordos" relativamente a documentos que ainda nem sequer estão escritos nem se sabe tão pouco em que termos o serão. Mas não é Luís Marques Mendes uma pessoa formada em Direito? Não saberá Marques Mendes que jámais se deverão assinar "cheques em branco"?

 

Parem de aterrorizar e meter medo às pessoas!... um possível governo à esquerda não é nenhum papão... é a democracia a funcionar!...

 

 

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