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russomanias

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Mas que grande caldeirada!...

Nada como uma boa caldeirada para animar o estomago e o espírito e nos trazer à lembrança aqueles pratos divinais feitos pelas nossas mães e avós. Claro que não me refiro aqui àquelas caldeiradas que por vezes presenciamos nos telejornais, em que todos vemos que são mais aqueles que metem os pés pelas mãos que os que falam com algum acerto, como foi o caso daquela intervenção do nosso Primeiro Ministro Passos Coelho, na Assembleia da República, tentando demonstrar que Portugal não se vergou à Alemanha no caso do diferendo da União Europeia com a Grécia. Não, do que aqui vos falo é das caldeiradas mesmo a sério, daquelas feitas para nos darem prazer à mesa e nos fazerem relembrar as coisas boas e naturais que temos em tão grandes quantidades no nosso aprazível e solarengo país.

 

Para se ter uma boa caldeirada teremos que cortar uma boa quantidade de rodelas de cebola e colocá-las bem no fundo do tacho, em toda a sua base. De seguida cortam-se batatas também às rodelas e espalham-se por cima da cebola, seguindo-se logo uma camada de peixe variado e outra de tomate e pimento ao natural, cortados aos pedaços, e assim sucessivamente, tendo em conta a quantidade pretendida. Para quem gostar, deve-se juntar em cada camada umas folhinhas de loureiro e, no final, temperar com azeite, vinho branco, um pouco de água, pimenta e sal. Claro que não convém nada fazer aqui como fez o nosso Primeiro Ministro, tentando aldrabar o cozinhado e subtrair elementos essenciais ao mesmo, pois caldeirada sem peixe variado não é caldeirada, caldeirada sem tomate com fartura nem pensar, sem pimento é um autêntico crime, e sem vinho branco, pimenta e sal é uma autêntica e monocórdica encavacada pasmaceira.

 

Ontem cá em casa foi dia do saboroso e sempre desejado pitéu, e só vos digo uma coisa... mas que grande caldeirada!...

 

 

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