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russomanias

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Os meus melhores amigos são...

Os meus melhores amigos são... todos aqueles que me valorizam pelo que eu sou e não pelo que eu tenho, que por sinal, pelo menos para mim, é o suficiente para poder levar uma vida de cabeça levantada e digna, sem dever nada a ninguém. Mas conheço o suficiente da vida para poder dizer que nem todos valorizam num suposto "amigo" o que ele é... mas sim o que ele tem, ou poderá vir a ter. E dá-me um gozo muito grande poder analizar e apreciar de perto esse gente tão caprichosa com as suas aparências e as dos outros e poder vê-los, ufanosos, nas suas andanças para cá e para lá, tão decididos e obstinados em vender uma imagem de grandeza que não têm, de riqueza que não é nenhuma, de conhecimento que nunca tiveram ou deixaram a meio há já muito tempo, de requinte saloio que ao virar da esquina se transforma ou esboroa na mais pura encenação.

 

Os meus melhores amigos são... todos aqueles que, pobres, ricos ou remediados, me cumprimentam e comigo falam só pelo prazer da minha companhia, me criticam quando têm que criticar, mas toleram igualmente os meus dias menos bons, as minhas palavras que num dia de azar me sairam um pouco injustas ou a despropósito. Não são certamente tão bons meus amigos aqueles que me viram a cara só porque tenho um carro dois anos mais antigo que o seu, ou porque conduzem um Mitsubishi e eu um Renault, ou então porque têm uma piscina de fibra em casa e eu, embora tenha espaço, não quero nem penso vir a ter nenhuma. Mas por vezes não se trata só do facto do ter ou não ter, mas do que dizem ser importante ou não ser, pois existem "amigos" que o são ou deixam de ser só pela dita "importância" que acham que temos ou não temos.

 

Os meus melhores amigos são... finalmente, os que veem algo em mim de que se possam orgulhar, ou sentir desinteressado prazer em compartilhar, porque os toquei em algum ponto da sua vida que necessitavam corrigir ou melhorar. Não me parece contudo que sejam tão meus "amigos" os que sintam inveja do que acham que tenho ou sou, que me desdenham pelo que sou ou tenho, que me tolerem pela suposta "importância" que eu não desejo nem quero ter. Que sejam meus amigos, sim, mas por tudo o que eu na realidade sou:

 

                                                                                                                                   um SER em diária construção!...

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