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russomanias

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Portugal... esse país riquíssimo!...

Por vezes dou-me a pensar quais as razões que estão por detrás do nosso atraso em relação a outros pequenos países da Europa como a Holanda, a Dinamarca, a Suíssa, o Luxemburgo ou a Bélgica. Será por estarmos mais a sul e com um clima mais quentinho e, em vez de trabalharmos no duro, passarmos mais tempo na praia? Ou então, religiosos como somos e foram os nossos pais, pensarmos mais no Deus lá de cima do que em nós próprios cá em baixo e... o trabalho fica por fazer? Também já pensei se não será em resultado de aquelas terras lá a norte serem mais planas que as nossas e nós, pachorrentos e malandrecos como somos, não estarmos para aí virados de subir e descer veredas e ladeiras só para encher um pouco mais a panela da sopa e acautelar e amanhar mais e mais para o futuro? Tudo isto não me parece contudo suficiente para explicar a diferença. Mas que será então? Que argumentos temos a favor e contra nós?...

 

Este pequeno país foi já capaz de correr mundos e espalhar-se por tudo o que é globo. Ainda os ingleses, os franceses e os holandeses andavam de cuecas e Portugal e os portugueses de garra já andavam na Madeira, nos Açores, na Guiné, no Brasil, em Cabo Verde, em São Tomé, em Angola, em Moçambique, na India, na China. Mas agora, que somos novamente pequenos de tamanho, elementos de grandeza contudo não nos faltam, a começar por este extraordinário povo, capaz de aguentar as mais duras agruras no seu próprio país e ser ao mesmo tempo reconhecido lá fora, por tudo quanto é país por onde anda espalhado, como bom trabalhador, adaptável às mais variadas situações, com conhecimentos técnicos e cientificos meritórios e capazes, disposto aos mais duros sacrifícios para vencer na vida e, se possível, regressar ao rincão ibérico tão depressa quanto possa. E porquê o desejo de regressar?...

 

Regressar sim, porque somos um país lindo de morrer, aberto ao sol e ao mar o ano inteiro, porque temos tudo o que é de bom para viver, temos um país unido e sem querelas, temos os nossos mil pratos de bacalhau que mais ninguém tem, os nossos vinhos verdes, maduros, rosé, espumante e o nosso poderoso e requintado... Vinho do Porto. Mas temos também as nossas belas praias do fogoso Atlântico e as nossas doces, mornas e sonolentas praias do sul, que tanto encantam os actuais descendestes dos enregelados vikings. E que dizer da nossa rica história e dos nossos belos monumentos? Os nossos castros de origem celta, as nossas belas ruinas romanas de Conimbriga e Évora, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha, os Castelos de Guimarães, de Lisboa, de Silves e muitas mais dezenas deles, igualmente assombrosos e carregados de história? E que dizer também das nossas sapientes Universidades de Coimbra, de Lisboa, do Porto, de Trás-os-Montes, de Évora, de Aveiro, do Minho, donde têm saído milhares de portentosos crâneos que espalham por todo o mundo os nossos conhecimentos?

 

Acham que é pouco?... a mim quer-me parecer que é mais que suficiente para podermos aspirar a ser, um dia, um pequeno-grande riquíssimo país no solarengo, doce e aprazível... sul da Europa.

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